Mesmo tendo sido “barrada” para a primeira e antológica excursão que deu início às emoções de A Gata Comeu, a filha caçula do professor Fábio Coutinho e também mascote do Clube dos Curumins, Adriana, está entre as crianças mais lembradas e amadas do clássico de 1985. Não é pra menos! Queridinha da Jô, ela participou de algumas das armações da nossa maluca predileta na luta pelo homem amado. Quem não lembra no sonífero na água da Paula, que a fez “apagar” numa das tentativas de casar com o viúvo? Nossa eterna Adrianinha cresceu, mas continua doce, simpática e amável como aquela pimpolha que conquistou o Brasil na metade da década de 1980 e conquista até hoje, já que a novela é lembrada e venerada mesmo passados 31 anos. Nossa entrevistada da vez é ninguém menos que a Kátia Moura, intérprete da Adriana. Preparados para mais um gostoso bate-papo? Simbora...
Anderson Maia (AM): O que te inspirou, ainda tão cedo, atuar? Foi uma coincidência ou já havia um anseio e/ou inspiração?
Kátia Moura (KM): Foi algo no qual eu caí de paraquedas. Sempre fiz muitos trabalhinhos, muito teatrinho no colégio, mas não me imaginava na televisão. Foi quando surgiram os primeiros comerciais que eu comecei a ficar mais encantada com esse mundo. Fiz a minha primeira participação na novela Champagne.
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Nos bastidores das gravações da Gata, com o "paizão" Nuno. |
AM: E o processo até você ser escolhida para compor o elenco da Gata, como foi?
KM: Minha mãe havia já feito muitos contatos lá dentro (da Globo) e, certo dia, uma colega nossa veio até ela e disse: “vai ter um teste para uma novela que vai começar agora, uma novela das seis. Leva a Kátia lá porque eles vão precisar de muita criança”. Daí, minha mãe me levou no dia e hora marcados. Lembro que o primeiro grupo de crianças que entrou (na sala do diretor, Herval Rossano) fomos justamente nós sete: eu, o Oberdan Júnior, as duas Julianas, o Raphael Alvarez o Sylvio Perroni e o Danton Mello. Nisso, o Herval conversou com a gente, foi conversando e, tipo, “poxa, ela tem o estereótipo da Adriana... ele (o Danton) pode ser o irmão o irmão dela, porque os dois se parecem...”. E começou a dar nome a cada personagem.
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Kátia em foto atual, aos 39 anos, e como a Adriana de A Gata Comeu, aos 7: "sinto saudade de tudo!" |
AM: Como era estar ali, na “fábrica dos sonhos”, nos bastidores da telinha, numa época em que o veículo era tão voltado ao público infantil?
KM: Pra mim era tudo diversão. Eu estava ali curtindo, brincando. Estava brincando de ser a Adriana, não sentia a responsabilidade que nem hoje em dia. Sempre decorei meus textos me divertindo, brincando, de maneira divertida, alegre. Pra mim, era maravilhoso estar ali, não tinha muita noção do que estava acontecendo, de que era tão legal. Eu só vim ter noção uma vez que a gente saiu das gravações lá no Jardim Botânico, porque a Globo era lá, não tinha o Projac ainda. Precisávamos gravar uma externa e saímos todos nos ombros dos seguranças. Só que eu não quis, desci, fui pro chão e acenei do meu jeito, dei autógrafos do meu jeito. Fui rodeada por uma multidão de pessoas! Foi muito legal. Foi aí que eu me dei conta do sucesso que estava sendo a novela. Até então, eu não tinha a menor noção.
AM: Um verdadeiro privilégio para você não apenas estar na novela, mas compor o núcleo principal, já que ajudou e muito a Jô e o Fábio a se aproximarem. Como era atuar com a Christiane e o Nuno?
KM: Era muito bom, muito bom! Principalmente, com o Nuno Leal Maia. Era maravilhoso contracenar com ele. Ele era paizão mesmo! Sabe aquele paizão coruja? Ele era muito assim. Com a Torloni também, sempre foi bem legal, bem divertido, mas ela era mais concentrada, mais na dela, até porque as nossas cenas não tinha muita diversão, não tinha que ser aquela coisa mãe e filha. Mas com o Nuno era diversão o tempo todo, era coceguinhas nos bastidores, na hora de bater o texto. Sempre foi muito divertido.
KM: Era muito bom, muito bom! Principalmente, com o Nuno Leal Maia. Era maravilhoso contracenar com ele. Ele era paizão mesmo! Sabe aquele paizão coruja? Ele era muito assim. Com a Torloni também, sempre foi bem legal, bem divertido, mas ela era mais concentrada, mais na dela, até porque as nossas cenas não tinha muita diversão, não tinha que ser aquela coisa mãe e filha. Mas com o Nuno era diversão o tempo todo, era coceguinhas nos bastidores, na hora de bater o texto. Sempre foi muito divertido.
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Com o diretor Herval Rossano e parte do elenco: "Era querida por todos." |
AM: O Clube dos Curumins virou referência. Não há, hoje, um saudosista, apaixonado pela novela, que não desejasse fazer parte dessa trupe. Como você enxerga ter representado, ali, ao lado dos outros atores mirins, toda uma geração?
KM: Difícil dizer, viu? Depois de 30 anos da estreia da novela, é bem esquisito. Pra mim, é uma coisa muito louca, não consigo entender como as pessoas são apaixonadas desse jeito por uma novela que passou há tanto tempo e saber que eu fiz parte disso. Sinceramente, é bem doido! Acho o máximo, estou achando tudo muito máximo e fico muito feliz por saber que uma novela se transformou em paixão nacional.
AM: E os bastidores? Como era a convivência da mascote com o resto do elenco?
KM: A minha convivência era maravilhosa, graças a Deus. Eu era querida por todos, inclusive pela parte técnica.
KM: A minha convivência era maravilhosa, graças a Deus. Eu era querida por todos, inclusive pela parte técnica.
AM: A Adriana, o Cuca, o Cecéu, a Verinha, o Xande, a Sueli e o Nanato eram amigos que, com certeza, qualquer “curumim” da vida real queria ter. Prontos a ajudarem um ao outro (e aos outros personagens) a resolverem seus problemas. A amizade existia fora das câmeras?
KM: Sim. Eu sempre estava com o Danton e o Sylvio. Minha mãe era muito amiga das mães deles.
KM: Sim. Eu sempre estava com o Danton e o Sylvio. Minha mãe era muito amiga das mães deles.
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Com a filha, Ana Beatriz, de 11 anos: "Tento passar pra ela tudo o que eu vivi". Foto: reprodução Facebook
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AM: O que ficou da Kátia/Adriana na Kátia de hoje?
KM: Nossa! A simpatia e a alegria de viver. O jeito de ser carinhosa com os outros. Enfim, acho que é isso.
AM: Tem algo daquela época mágica, sem malícias, sem o “politicamente correto”, sem tanta tecnologia que mais separa do que une as pessoas, sem tanta violência, que você tenta transmitir e repassar para a sua filha?
KM: Sim, eu tento passar pra ela tudo o que eu vivi: as brincadeiras, eu não a deixo ficar muito tempo com o celular, acho que ela tem que conhecer as brincadeiras do meu tempo, tipo pique-pega, pique-esconde, etc. A tecnologia é essencial hoje em dia, mas essa época sem ela era maravilhosa também, brincar na rua sem medo. Quanta saudade!
KM: Sim, eu tento passar pra ela tudo o que eu vivi: as brincadeiras, eu não a deixo ficar muito tempo com o celular, acho que ela tem que conhecer as brincadeiras do meu tempo, tipo pique-pega, pique-esconde, etc. A tecnologia é essencial hoje em dia, mas essa época sem ela era maravilhosa também, brincar na rua sem medo. Quanta saudade!
AM: Ela já viu a Adrianinha alguma vez? Qual a reação ver a mãe criança e famosa?
KM: Já viu sim. Foi engraçado porque nossos filhos acham que nunca fomos criança (risos).
KM: Já viu sim. Foi engraçado porque nossos filhos acham que nunca fomos criança (risos).
AM: Tem saudade de atuar? Do que mais sente falta daquela época?
KM: Tenho muita saudade. Sinto saudade de tudo, tudo mesmo! Quem sabe com a força dos fãs eu não consiga voltar a atuar? Se conseguiram até a volta da novela, né?
KM: Tenho muita saudade. Sinto saudade de tudo, tudo mesmo! Quem sabe com a força dos fãs eu não consiga voltar a atuar? Se conseguiram até a volta da novela, né?
AM: Uma legião de saudosistas nunca esqueceu a Adriana e todo o resto da novela. A Gata Comeu marcou mesmo, como pouquíssimas conseguiram fazer igual. Pra você, qual o segredo dessa verdadeira febre mesmo tendo já se passado 31 anos?
KM: Sinceramente, não faço a menor ideia. Com tantas outras produções boas que vieram depois... isso me deixa muito surpresa e feliz.
KM: Sinceramente, não faço a menor ideia. Com tantas outras produções boas que vieram depois... isso me deixa muito surpresa e feliz.
AM: Deixa uma mensagem final pra esse montão de gente que tá vibrando e radiante por poder ver de novo a Adrianinha, nessa tão aguardada e comentada reprise da Gata no Viva.
KM: Primeiramente, gostaria de agradecer a todos o carinho comigo e dizer que se tiverem um sonho, corram atrás dele. Vale a pena ser feliz fazendo o que se gosta. Grande beijo a todos e mais uma vez obrigada.
KM: Primeiramente, gostaria de agradecer a todos o carinho comigo e dizer que se tiverem um sonho, corram atrás dele. Vale a pena ser feliz fazendo o que se gosta. Grande beijo a todos e mais uma vez obrigada.
Nós é quem te agradecemos, Kátia! Sucesso e felicidades sempre à nossa eterna curumim Adrianinha <3





Muito legal Anderson você conseguir contactar com o elenco da novela.
ResponderExcluirAmei. Eu tinha a idade da Adriana,da Kátia. 1985 foi um marco.Nós também tínhamos o nosso grupo curumim. Foi minha primeira novela. Estou gravando e assistindo viárias vezes os capítulos. É muita saudade.
ResponderExcluirEu sou apaixonada por essa novela para mim essa foi a melhor novela que existiu sempre que reprisar vou ver as vezes ainda olho no google
ResponderExcluirAmigo Anderson, tem o endereço da Kátia Moura?
ResponderExcluirNunca em minha vida gostei tanto de assistir uma novela como gostei dessa novela linda. Foi a melhor novela que eu assisti na infância. Eu tinha 9 anos quando essa novela estreou na Globo em 1985, e quando a novela acabou e foi substituída pela novela De quina pra lua, eu já tinha completado 10 anos. Antes da novela a gata comeu, eu assisti e gostei da novela LIVRE PRA VOAR, mas quando a novela estava na reta final, deixei de acompanhar por que na época fiz amizade com um menininho de 5 anos que tinha acabado de se mudar com os pais dele pra uma casa ao lado de minha casa, e os seus pais deixavam ele vir à minha casa brincar comigo e meus irmãos. A gente brincava até o anoitecer, acho que em torno das 7 da noite, quando a mãe dele o chamava pra tomar banho e jantar. Mas durou menos de dois meses, e a família dele teve de deixar a casa e se mudaram e depois não vi mais esse coleguinha, eles mudaram no dia da reprise do último capítulo da novela LIVRE PRA VOAR e dois dias depois estreava A GATA COMEU em 15 de abril de 1985 e eu passei a assistir todos os capítulos até o fim. Hoje quando eu recordo essa novela, eu recordo essa minha amizade com esse menino, que se chamava Alan. Foi a melhor época da minha vida, ah como eu queria que essa época voltasse!!!! Meu Deus que saudade!!!!!
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